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O QUE DESEJAMOS DEIXAR PARA OS NOSSO FILHOS

O QUE DESEJAMOS DEIXAR PARA OS NOSSO FILHOS

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No último domingo, quando fui visitar meu sogro, no elevador do prédio, encontrei dois meninos de chuteira e bola na mão. Para quebrar o costumeiro silêncio do “momento elevador”, perguntei:

  • Aqui, é Galo, Raposa ou Coelho?

De pronto, quase que devidamente ensaiado, ambos responderam rapidamente, com orgulho no peito:

  • Aqui, é Barcelona!!!! É Messi!!!

Fiquei mudo, não sei se pela surpresa ou pela decepção. A única coisa que consegui pronunciar foi um simples e silencioso:

  • Ahhhhh….

Além disso, foram advertidos o auxiliar Ricardo Peres, o atleta Bryan, da Raposa, e os atletas Fred e Marcos Rocha, do Galo, bem como, suspensos por uma partida, Lucas Marques e Lucas Romero, do Cruzeiro,

Entre as discussões, expulsões e ofensas que basearam a Denúncia, chamou a atenção o comportamento do atleta Fred do Atlético, que, ao perceber uma sandalha arremessada por um torcedor do seu clube, pegou o objeto e entregou para ser escondido por um gandula.fred-e-o-novo-atacante-do-galo_741741

É verdade que a intenção do referido atleta era proteger o clube que defende de eventual pena de perda de mando de campo pelo comportamento irresponsável do torcedor.

Provavelmente, agiu baseado na suposição de que se o árbitro não percebesse o objeto, não relataria na Súmula e o clube “escaparia” da punição.

De fato, a absolvição do Clube foi correta, pois baseada no excludente da pena previsto na Lei, vez que o torcedor infrator foi devidamente identificado e, provavelmente, sofrerá as devidas sanções.

Entretanto, nos causou grande decepção a simples advertência imposta ao comportamento do atleta Fred.

Trata-se de atitude baseada na festejada “malandragem” do futebol. A mesma “malandragem” que embasa a maior parte dos delitos apurados e investigados na Operação Lava-Jato.

Em outras palavras, para proteger o meu clube, vale a pena acobertar um ato ilícito.

Ora, em minha opinião, agiu mal o Tribunal. O atleta deveria ter sido punido de forma exemplar e o caso deveria ter a repercussão que merece, sobremaneira, por se tratar de um ídolo de muitas crianças.

O comportamento correto seria, na entrevista, lamentar o fato ocorrido e criticar a atitude do torcedor. Afirmar que o mesmo deve ser punido e que toda a sociedade deve trabalhar em conjunto para impedir novos comportamentos como este.

Devemos começar a semear exemplos de Atitudes Éticas, tarefa que incumbe a todos e, principalmente, àqueles que são admirados por muitos.

Este é o País que devemos construir e deixar para os nossos filhos.

Afinal, quero poder, em um futuro breve, ouvir no elevador: Galoooo, Zeroooo ou Coelhoooo!!!

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